terça-feira, 9 de novembro de 2010

Escudo Tricolor

O nome, as três cores e as formas do uniforme do São Paulo não nasceram por acaso. Para cada um desses símbolos há uma história que representa a vontade dos esportistas fundadores. As três cores do São Paulo foram tiradas do vermelho do Paulistano, do preto da AA das Palmeiras (Associação Atlética das Palmeiras) e do branco dos dois. 
Os formatos oficiais das camisas e do símbolo foi desenhado por Walter Ostrich, alemão simpatizante do novo clube em formação.
As cinco estrelas que estão estampadas junto ao símbolo do Tricolor também têm sua história. As três vermelhas, ao centro, representam os Tricampeonatos Mundiais Interclubes conquistados em Tóquio, no biênio 1992/93 e no ano de 2005.
As duas estrelas douradas representam os recordes mundiais e olímpicos conquistados por Adhemar Ferreira da Silva nas olimpíadas de Helsinque, em 52, e nos Jogos Pan-americanos do México, em 55.


Homenagem para Rogério Ceni - 02













sábado, 6 de novembro de 2010

Estádio Cícero Pompeu de Toledo - Morumbi


Quinze de agosto de mil novecentos e cinqüenta e dois é uma data que terá de ser lembrada para sempre na história do Tricolor. Foi nesse dia que Cícero Pompeu de Toledo - são-paulino histórico - lançou a pedra fundamental daquele que seria o maior estádio particular do planeta Terra por muito tempo.
Toledo não lançou somente a pedra fundamental, com seus sonhos e esperanças para a nação são-paulina. Emprestou também o seu nome para uma aventura que eternizaria a grandeza do São Paulo para sempre.
Em 02 de outubro de 1960, foi realizada a primeira festa de inauguração, com uma partida contra o Sporting Lisboa, vencida pelo São Paulo com um gol de Arnaldo Poffo Garcia, o Peixinho.
O árbitro foi Olten Ayres de Abreu, ex-atleta e são-paulino ilustre, hoje conselheiro vitalício. Uma semana depois, o Tricolor engrossou sua lista de craques com os palmeirenses Djalma Santos e Julinho Botelho, além do corintiano Almir Albuquerque. E mais uma vez o São Paulo saiu vencedor, desta vez por 3 x 0, contra o Nacional de Montevidéu, com gols de Canhoteiro e Gino (2).
Em 25 de janeiro de 1970, pouco menos de 18 anos depois, o clube inaugurava 720 metros de arquibancada e o gigante já era o maior do mundo, com o jogo São Paulo 1 x 1 Porto de Portugal, gols marcados por Waltemiro Fernandes Pessoa (Miruca) e Vieira Nunes, para o Porto. Um gigante que se levantava da terra com 50 mil metros cúbicos de concreto e seis mil toneladas de ferro. O sonho tinha virado realidade, graças ao esforço de muitos são-paulinos, que emprestaram paixão, suor e trabalho.

Nesses cinqüenta anos, o Morumbi sempre foi o palco preferencial das grandes manifestações artísticas e esportivas ocorridas em São Paulo, com destaque para a missa rezada pelo Papa João Paulo II, em 3 de julho de 1980. E acompanhando a evolução, o Morumbi também se modernizou. Diminuiu sua capacidade para 80 mil lugares, visando oferecer total segurança e conforto para seus espectadores, atendendo a determinações da FIFA.
O gramado tem dimensões de 108,00 x 72,00 metros com sistema de irrigação computadorizado e grama tipo bermudas. Há ainda 02 bancos de reservas cobertos com capacidade para até 15 atletas e comissão técnica e 01 abrigo para representantes, totalmente adaptados para campeonatos internacionais. O sistema de iluminação é dotado de 256 projetores que proporciona 1500 LUX de iluminação por ponto. O estádio conta com área para deficientes físicos com 92 lugares para cadeiras de rodas e 102 lugares para acompanhantes. Para o público o Morumbi conta com lanchonetes Habib´s, sistema de som e 2 placares eletrônicos.
No interior do Estádio se situam cinco vestiários sendo 04 para equipes e 01 vestiário para árbitros, 2 auditórios para entrevistas coletivas, departamento de fisioterapia, sala Anti Dooping, tribuna de imprensa térrea totalmente equipada com sala de estar, telefone público, sala de fax, bar e WCs, 06 cabines de rádio e 04 de televisão, 12 tribunas de honra, edifício garagem, posto policial e posto médico emergencial.
No anel intermediário do estádio localiza-se toda a parte administrativa com refeitório, sala de vídeo tape, arquivo, memorial (sala de troféus), salão nobre, auditório para 240 pessoas, incluindo a sala da presidência e salão para reuniões de diretoria.
Dentro deste que é um complexo esportivo de fazer inveja a qualquer clube do mundo, o São Paulo continua seu trabalho de criar craques, formar cidadãos e encher de orgulho uma torcida que desde sempre está acostumada a comemorar conquistas importantes.

As origens tricolores (1900-1935)


O Tricolor do Morumbi, como conhecemos hoje, nasceu em 1935, mas a paixão de um grupo de paulistanos pelo esporte vem de antes. Mais precisamente do último ano do século XIX, em 1900, quando foi fundado o Clube Atlético Paulistano.

O Paulistano era o "bicho-papão" do início do século. Jogar contra o time de Friedenreich era um orgulho, e o time ia freqüentemente ao interior atendendo a convites. Também foi a primeira equipe a fazer uma excursão à Europa, em 1925. Contudo, o clube não aceitava que seus jogadores se profissionalizassem, e resolveu acabar com o departamento de futebol para não abandonar a Liga amadora à qual pertencia.

E o que fazer com a paixão dos sócios aficionados por futebol? O mesmo problema tinha acabado com o futebol da Associação Atlética das Palmeiras (clube alvinegro que só tem o mesmo nome dos rivais do tricolor). E em 1930, nasceu o São Paulo da Floresta, com jogadores e as cores vermelha e branca vindos do Paulistano (cracaços como Araken, Friedenreich e Waldemar de Brito), e com o branco e o negro cedido pelo A.A. Palmeiras. Da união, também veio o nome: São Paulo da Floresta. O primeiro presidente do São Paulo da Floresta foi eleito pelos sócios: o dr. Edgard de Souza.

No mesmo ano, um vice-campeonato já dava sinais da glória destinada ao clube. E na temporada seguinte, chegaria o primeiro troféu, com Nestor (Joãozinho); Clodô e Barthô; Milton, Bino e Sasse; Luizinho, Siriri (Armandinho), Fried, Araken e Junqueirinha, e Rubens Salles de técnico. E em 1933, o São Paulo da Floresta bateria o Santos por 5 x 1 na primeira partida de futebol profissional do Brasil.



Só que devido a uma pendência financeira pela compra de uma sede na rua Conselheiro Crispiniano - um palacete chamado de Trocadero - o São Paulo da Floresta se complicou com dívidas e viu-se obrigado a procurar uma fusão com o Tietê, que determinou que não se usassem cores, uniformes e vários outros símbolos do São Paulo da Floresta. E no dia da extinção oficial do clube - 14 de maio de 1935 - o amor de alguns sócios pela entidade manteve-a viva criando o nosso São Paulo de hoje. Em 4 de junho daquele ano, nascia o Clube Atlético São Paulo, que em 16 de dezembro, passaria a ser o São Paulo Futebol Clube.

Manoel do Carmo Meca foi o primeiro presidente e os outros fundadores do Mais Querido foram: Cid Mattos Viana, Francisco Pereira Carneiro, Eólo Campos, Manoel Arruda Nascimento, Izidoro Narvais Caro, Francisco Ribeiro Carril, Porphírio da Paz, Eduardo Oliveira Pirajá, Frederico A G. Menzen, Francisco Bastos, Sebastião Portugal Gouvêa, Dorival Gomes dos Santos, Deocleciano Dantas de Freitas e Carlos A. Azevedo Salles Jr.













Homenagem para Rogério Ceni - 01

















Rogério Ceni - O Mito Tricolor



É uma lenda porque: é o maior goleiro-artilheiro de todos os tempos e um dos poucos jogadores na história que permaneceu mais de 20 anos em um único clube.

Hoje, no dia 7 de Setembro, além de independencia do Brasil os São Paulinos comemoram os 20 anos de Rogério Ceni jogando pelo São Paulo.

Muito mais que um simples goleiro, é mais um dos jogadores destacaveis por sua personalidade e inteligencia diferenciadas. Lider dentro e fora de campo, ousou avançar os limites do gol e da área que defendia, justamente para fazer gols. Gols, exatamente 90 gols que o tornam uma presença garantida em qualquer livro de recordes no futebol. Nenhum goleiro fez tantos gols quanto Rogério Ceni.

Apesar de muitas "controvérsias" sobre sua anteriormente citada personalidade, sempre foi um profissional inquestionável. Sempre buscando a perfeição, sempre treinando mais que os outros e sempre querendo jogar. Jogos, principalmente em campeonatos Brasileiros, engrandecem sua lista de recordes. Nenhum jogador jogou tanto em campeonatos Brasileiros quanto Rogério Ceni.

Em sua busca pelo aperfeiçoamento e os recordes, um especifico era inevitável. Após 205 jogos como reserva do irretocavel Zetti, Rogério abraçou sua oportunidade e nunca mais a largou. Em 924 oportunidades, vestiu e honrou a camisa Tricolor. Nenhum jogador atuou tantas vezes pelo São Paulo quanto Rogério Ceni.

Atrelado ao mesmo numero de jogos, ninguém no próprio São Paulo levantou tantos titulos, ninguém no São Paulo ganhou tantos premios individuais, ninguém no São Paulo foi tão prestigiado e respeitado...

Problemas? Claro que houveram também. Divergências com diretores, polemica sobre uma falsa proposta de um clube europeu, perseguição da própria torcida durante alguns anos de resultados ruins... mas no final, tudo foi superado e mais do que devidamente recompensado.

Nos dias de hoje, graças ao "profissionalismo" do futebol, são raros exemplos de jogadores que permanecem a carreira toda em um unico clube, ainda mais com o exodo de atletas brasileiros para o exterior. Rogério Ceni é um caso de devoção ao time pelo qual joga que deveria ser seguido.

Uma jovem promessa que passou a reserva de outro idolo. O reserva que se firmou ainda jovem, e lutou para superar certas contestações técnicas, criticas e perseguições. E com tudo isso se tornou o maior idolo da história do São Paulo Futebol Clube.

Essa é a lenda, ou melhor, o mito de Rogério Ceni.